Eu em ruína, e tu sem medo
De me amarrar à miséria
De estremecer o rochedo
De me tentar ao ridículo.
Que farisaismo!
E eu incrédulo ...
Que me vale o crer?
Ao que me parece
Este túnel não tem luz no fundo
Grito às silhuetas e questiono voraz de respostas
O porquê do nojo e da rejeição,
Depois o silêncio cai como um anoitecer
Este buraco é mais escuro que um coração assassino
E o equilíbrio que se ausenta, e a realidade que não o parece,
O meu corpo e os tremores, o pânico e a ânsia, a dor dentro de tudo em mim
O bater esquisito do motor, as sensações que não sei explicar
A força que costumava ter, a sede de vingança e conflito
O ódio com quem contava sempre e que jurava ser o meu fiel companheiro
Nem isso parece querer dar de si..
Por agora vou-me submetendo à circunstância do tempo
Que que agarra pelo pescoço, leva-me e sufoca
Pela viagem da vida aleatória e os caminhos imundos
E amanha, o amanha?Quem me diz onde estou?
Se ao menos hoje durasse para sempre,
Se ao menos a ressaca fosse permanente, mas diferente,
Eu poderia saber quem sou.."
M
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
A Ressaca
Publicada por M à(s) 15:19
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